"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





domingo, 10 de abril de 2011

Andryala integrifolia L.

Nomes mais comuns:
Tripa de ovelha; Alface do monte; Erva-polvilhenta; Alface-dos-calcários
A Andryala integrifolia é mais uma espécie da família das Asteraceae ou Compositae, uma das maiores famílias de plantas com flor e que inclui cerca de 50.000 espécies distribuídas por aproximadamente 900 géneros. As espécies desta família distinguem-se facilmente pelas suas inflorescências agrupadas em capítulos (tipo de inflorescência em que muitas pequenas flores se agrupam num só pedúnculo, reunidas num disco com “pétalas” na periferia do mesmo, parecendo constituir uma única flor).
Um dos géneros desta família é o género Andrayala, a que pertence a espécie Andryala integrifolia. As plantas deste género diferenciam-se dos outros géneros da família Asteraceae porque todas as flores do capítulo têm “pétalas” e não apenas as que se encontram na periferia do disco. Também as brácteas destas espécies são diferentes pois são densamente peludas. Além do mais, os caules das plantas deste género possuem látex, secreção esbranquiçada que se nota quando os caules são feridos e que tem a função de, uma vez consolidada com a oxidação, provocar a cicatrização do tecido lesado.
A Andryala integrifolia é uma planta que pode ser anual o bienal atingindo de 30 aos 50 cm de altura. Os caules são normalmente solitários, simples ou muito ramificados. São delgados e estão cobertos de pelos moles, curtos e muito densos que dão à planta um aspeto esbranquiçado. Estes pelos refletem a luz do sol permitindo assim que a planta suporte o excesso de radiação solar.
As folhas estão inseridas no caule alternadamente. São densamente peludas de forma alongada e são planas ou onduladas.
As flores estão reunidas em capítulos em que todas as flores são liguladas ou seja, todas as flores têm um prolongamento em forma de pétala e não apenas as da periferia do disco. As lígulas são todas amarelas, de um amarelo-limão e são dentadas, no extremo exterior. Todas as flores dispõem de órgãos funcionais femininos e masculinos (gineceu e androceu).
Por sua vez os capítulos agrupam-se em corimbos, isto é, em cachos mais ou menos frouxos, em que as flores, apresentam pedicelos de comprimento desigual e se situam ao mesmo nível.
Foto de Pablo alberto Salguero Quiles - Fonte Wikimedia commons
As brácteas que envolvem o conjunto de flores têm a forma de lança, estão cobertas de pelos mais visíveis de que os do caule e dispõem-se em duas camadas.
Os frutos são oblongos e com tufo de pelos acinzentados que facilitam a sua dispersão.
A Andryala integrifolia distribui-se por toda a região mediterrânica e sudoeste europeu. Vive em terrenos arenosos, pedregosos ou áridos. Nas dunas encontra-se por todo o sistema dunar interior.
São plantas abundantes, com grande área de distribuição ocupando os habitats mais diversos. Muitas vezes torna-se difícil a sua identificação porque muda radicalmente consoante o habitat.
Esta espécie floresce de junho a agosto.

NOTA IMPORTANTE
A Andryala integrifolia, tal como todas as plantas que contêm látex não devem ser consumidas, pois a maioria representa um sério risco para a saúde, especialmente quando cruas. Isso ocorre porque o látex tem muitas substâncias tóxicas, nomeadamente ácido cianídrico, precursor do cianureto, paralisante do sistema respiratório.




Fotos - Caniçal/Lourinhã

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