"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





quinta-feira, 28 de abril de 2011

Scabiosa atropurpurea ou Scabiosa marítima ou Sixalix atropurpurea

Nomes comuns:
Escabiosa-dos-jardins;Saudade-dos-jardins;Saudades; Saudades-roxas;Suspiros;Suspiros-roxos;Suspiros-roxos-dos-jardins


A Scabiosa atropurpurea é uma planta que apresenta uma enorme variabilidade morfológica, o que a torna bastante atrativa para os botânicos e amantes da jardinagem. Pertence à família botânica das Dipsacaceae e ao género Scabiosa, o qual inclui cerca de 80 espécies. As espécies deste género são nativas da Europa, Ásia e África.

 Devido à beleza de suas flores, muitos cultivares foram desenvolvidos como plantas ornamentais para jardins.


Esta é uma planta herbácea perene, por vezes anual. Normalmente a parte subterrânea da planta mantém-se viva, enquanto que a parte aérea se vai renovando todas as primaveras, desaparecendo por completo no inverno.


 Os caules são eretos e compridos, de aspeto frágil,  podendo atingir de 40 a 70 cm de altura, geralmente muito ramificados sensivelmente até meio do caule principal.


As folhas apresentam morfologia diferenciada ao longo do caule, sendo as da roseta basal frequentemente achatadas em forma de espátula e providas de recortes arredondados convexos na margem. As folhas do caule são geralmente profundamente recortadas e vão diminuindo à medida que sobem no talo até que desaparecem por completo antes de chegar à inflorescência terminal. Tanto as folhas como os caules podem apresentar-se providas de pelos ou não.


As flores, muito pequenas e de cor rosada ou azul-lavanda, estão reunidas em capítulos que crescem isoladamente no topo dos caules. Isto é, o que chamamos de flor na Scabiosa atropurpurea é na realidade um conjunto de muitas flores tubulares agrupadas num recetaculo hemisférico, sobre um só pedúnculo.


Toda a estrutura de recetaculo e flores está protegido na base por duas camadas justapostas de brácteas verdes em forma de lança que não chegam a cobrir o capítulo.


As pequenas flores apresentam as pétalas unidas na base, formando o tubo da corola, permanecendo o limbo livre. Têm 5 lóbulos arredondados e desiguais tanto maiores quanto mais situadas para o exterior da inflorescência. Também as flores exteriores são maiores que as centrais. Assim a inflorescência consegue uma atrativa geometria radial. Os estames são protuberantes.
As flores são muito ricas em néctar pelo que atraem muitos insetos que ajudam na polinização.
A planta floresce de maio a agosto.




Ao frutificar, a inflorescência adquire a forma esférica, com os frutos em disposição radial.


Estes frutos tem uma coroa apical de consistência membranácea mas seca de cujo centro sobressaem 5 sedas. A dispersão das sementes é feita pelo vento e pelas formigas.

É uma planta com preferência por sítios secos e frequentemente remexidos, podendo ser encontrada em terrenos incultos, baldios e bermas de estradas e caminhos.
Distribui-se por toda a região mediterrânica, Açores, Madeira e Canárias. Em Portugal continental pode encontrar-se no centro e sul do país.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/


(exceto quando especificado).
Fotos: Caniçal e Areal Sul/Areia Branca- Lourinhã

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