"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pancratium maritimum

Narciso-das-areias, lirio-das-areias


Pancratium maritimum é uma planta da família das Amaryllidaceae.
Esta família botânica inclui uma enorme quantidade de espécies floríferas, na sua maioria bolbosas silvestres ou cultivadas como ornamentais. As Amarilidáceas têm grande importância, não só pela significativa quantidade e variedade de espécies existentes, mas também pela sua floração exuberante e vistosa. Também de grande importância são as suas comprovadas propriedades terapêuticas, conhecidas desde a Antiguidade.


A Pancratium maritimum é nativa da região do Mediterraneo e do sudoeste da Europa (incluindo Portugal). Cresce nas areias costeiras, quase junto á linha limite das marés. Para além da beleza que acrescenta à paisagem, esta é também uma espécie imprescindível para o equilíbrio dos ecossistemas dunares pois dela depende a sobrevivência das borboletas Brithys crini. Tal como acontece com muitas larvas de espécies de lepidóptera que se alimentam de espécies vegetais específicas, as larvas desta borboleta noturna apenas se alimentam das folhas de Pancratium maritimum.





É uma planta vivaz, bolbosa, de porte herbáceo, com altura que pode ir até 50 cm e de cor verde-cinzento–azulada.
As folhas, de forma oblongo-linear podem morrer durante os verões mais quentes pelo que muitas vezes quando surgem as flores, as folhas já secaram total ou parcialmente.




 A planta floresce de maio a setembro.
O escapo floral é achatado e robusto e pode ter de 15 a 40 cm de altura.
As flores são brancas, reunidas em umbela e protegidas por uma bráctea seca, muito delgada e flexível. O perianto (conjunto das peças florais que rodeiam os órgãos sexuais da flor) é afunilado, com o tubo comprido.
As tépalas (cada uma das peças do perianto não diferenciado em cálice e corola) têm forma linear lanceolada e nervura dorsal verde.


Cada flor possui uma coroa com 12 dentes triangulares.


Depois de seco, o fruto abre-se e deixa cair na areia as sementes que são negras, grandes mas muito leves, o que permite a sua fácil dispersão.
A Pancratium maritimum é sem dúvida uma planta silvestre muito vistosa mas pode-se dizer que não vive apenas da aparência pois as flores além de belas também libertam uma fragrância exótica e subtil, especialmente percetível nas noites de verão calmas e sem vento.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/
(exceto quando especificado).

Fotos - Areal Sul/Areia Branca- Lourinhã

8 comentários:

  1. Estive uns dias no Algarve e voltei a encontrar esta planta que acho lindíssima. Encontrei um fruto caído no chão e não resisti a trazê-lo. Agora a cápsula secou e as sementes soltaram-se. Duas já estão a germinar.Vou tentar reproduzir em casa. Foi à procura de mais informação sobre esta planta que encontrei este blog. Parece-me muito interessante e por isso já adicionei aos meus favoritos.
    Parabéns!

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  2. Olá Ana Maria B
    Obrigada pelo incentivo. É sempre muito agradável o contato, embora breve, com quem ama as plantas. Espero que a sua Pancratium maritimum cresça vigorosa,bela e aromática pois pequenos detalhes como este podem trazer muita "cor" à vida.Se quiser partilhar comigo, adoraria ter noticias sobre a evolução da plantação.
    Abraço
    Fernanda

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  3. Hoje encontrei uma que fotografei (há várias mais), nas dunas da Praia Grande, junto a Armação de Pêra, concelho de Silves, Algarve.
    Coloquei a foto no Facebook. Houve um intercâmbio interessante entre os que me visitaram.
    https://www.facebook.com/baeta.silves#!/photo.php?fbid=10151119026734629&set=a.10150220974609629.335756.766064628&type=1&theater
    A sua página também já lá conta.

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  4. Olá António,
    Refrescante é bem o termo, neste verão tão seco em que as plantas silvestres continam a encantar-nos e quase esgotam os seus recursos no sentido de se multiplicarem.

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  5. Olá Fernanda,
    Desde Setembro....
    Estou de novo no Algarve e voltei a encontrar essas plantas lindíssimas nas dunas do Alvor.
    A minha está com folhas muito finas e, não sei se virá a dar flor. Talvez lhe falte a areia ou o clima do Algarve. Se calhar, levo daqui um pouco de areia para misturar na terra.
    Será boa ideia?

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  6. Olá Ana Maria,
    Juntar um pouco de areia à terra poderá ser aconselhado apenas no caso da mesma ser pesada ou se não houver boa drenagem. Se tiver usado terra fofa não vejo que seja necessário pois só vai perder nutrientes. Embora sem a ter visto, eu penso que a sua plantinha ainda está muito jovem e é por isso que as folhas estão fininhas. Geralmente estas espécies demoram bastante tempo para se estabelecerem e ficarem suficientemente "maduras" e só dão flores ao fim de 2 ou 3 anos após a germinação. Assim, não desespere, trate-a com carinho que estou certa, a sua paciência será recompensada.

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  7. Boa noite, querida amiga do meu coração!
    Vc tem um olhar super contemplativo e o click sai um deslumbre....
    Continue na doce arte de fotografar... ficam lindas!
    Bjm muito fraterno

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    1. Ola Roselia,
      Muito obrigada pelo seu comentario tao amavel.
      Volte sempre.

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