"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





quarta-feira, 6 de julho de 2011

Echium plantagineum L.

O Echium plantagineum é uma planta silvestre de carácter mediterrânico, muito decorativa, muito comum em todo o nosso país.

Basicamente, é uma planta invasiva que se encontra em todos os tipos de solo, cultivados ou incultos, secos ou húmidos e também à beira-mar.

Prospera gostosamente entre escombros e entulhos cujos solos, tendo sido remexidos, são muito ricos em azoto e tomando sem timidez o lugar deixado vago por outras plantas. Sendo cortadas mecanicamente logo se restabelecem e preenchem de novo os espaços. Esta espécie floresce entre os meses de março e julho, acrescentando com a beleza das suas flores azuis, um novo incentivo a quem habitualmente aproveita a estrada costeira, que vai da Praia da Areia Branca até ao forte de Paimogo, para fazer o seu exercício físico.

Esta planta conhecida vulgarmente como soagem, soagem-viperina, língua-de-vaca ou chupa-mel, pertence à família Boraginaceae e ao género botânico Echium, o qual inclui cerca de 60 espécies, algumas delas utilizadas como plantas de jardim.


Algumas das espécies são muito semelhantes, tornando difícil a tarefa na sua identificação.

Outras, apresentam algumas características que as tornam mais raras, como é o caso do Echium candicans, conhecido popularmente como massaroco e que é uma espécie endémica da Madeira, o que quer dizer que não existe em mais lugar nenhum do mundo.


A espécie do género Echium que predomina nesta região da Lourinhã é, sem dúvida, o Echium plantagineum. É uma planta ereta, herbácea e anual que pode ir dos 20 aos 120 cm de altura. Toda a planta é revestida de pelos simples e moles. Pode ter um único caule ou ser ramificada desde a base.



Os caules são ásperos e de cor verde escuro e as folhas são de forma oval a lanceolada.



As flores são tubulares e a corola é composta por 5 pétalas e 5 estames desiguais, que vão do vermelho-púrpura ao azul. Ao que parece, a flor muda de cor quando o liquido celular da flor sofre uma baixa na taxa de acidez, tornando-se alcalino.

As flores reúnem-se em grupos do tipo cimeira escorpioide, isto é, inserem-se em eixos sucessivos num prolongamento do caule, nascendo das axilas das brácteas, que são folhas modificadas que têm a função de proteger o conjunto de cada botão floral.

As espécies Echium têm nectarios que atraem os insetos, nomeadamente as abelhas que aproveitam o néctar para fazer mel. Apesar de não ser caso único, a Echium plantagenium deve ser muito docinha pois esta é a razão pela qual esta planta é conhecida por chupa-mel. Na origem do outro nome popular deverá estar o facto da corola e os estames, vistos de perfil, aparentarem uma cabeça de víbora e a sua língua bifurcada.
Certas espécies de borboletas como por exemplo a Coleophora onosmella e a Orange swift depositam os ovos nos Echium pelo que, ao eclodirem, as larvas se alimentam das folhas destas plantas.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/
(exceto quando especificado).

Fotos - Caniçal/Lourinhã 

1 comentário:

  1. Bom dia

    Tomamos a liberdade de utilizar uma foto deste artigo devidamente referenciada na foto e nos agradecimentos.

    Se considerar que fomos inoportunos procederemos de imediato à sua retirada.

    Antecipadamente gratos
    FPN

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