"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





terça-feira, 6 de setembro de 2011

Galactites tomentosa Moench

Cardo-dos-picos



Galactites tomentosa é mais uma espécie relacionada com os chamados “cardos”. Pertence à família Asteraceae/Compositae e é a espécie mais conhecida do género Galactites, o qual se distribui pela região mediterrânica e sudoeste da Europa.

A Galactites tomentosa é uma planta herbácea anual ou bianual que resulta da germinação de sementes propagadas pelas plantas da mesma espécie, nos anos anteriores. Por vezes é cultivada como planta ornamental.

Na natureza encontra-se facilmente em terrenos cultivados ou incultos, terrenos pedregosos ou remexidos pelo Homem e beiras dos caminhos. No essencial e seguindo o exemplo de outras espécies aparentadas, é uma planta nitrófila, assim classificada porque prefere os solos com alto teor de matéria orgânica por serem muito ricos em azoto/nitrogénio, do qual são “gulosas” (embora este componente seja essencial para que todas as plantas  desenvolvam as suas estruturas, há muitas espécies que se contentam com menos…).
A Galactites tomentosa pode ir dos 20 aos 80 cm de altura. Os caules são rígidos, eretos, espinhosos, ramificados na parte superior e cobertos de um denso tomento de pelos curtos e brancos. Aliás toda a planta é tomentosa, tal como indica o seu nome específico. O nome do género Galactites deriva do grego”gala” que significa leite e que se refere à sua seiva esbranquiçada.

Os caules nascem a partir de uma roseta de folhas basilares que desaparece no decorrer do desenvolvimento da planta. As folhas caulinares dispõem-se de forma alterna. Todas as folhas são lobuladas, com segmentos espinhosos, sendo de cor verde escuro brilhante na página superior, com nervuras brancas, bem visiveis; na página inferior as folhas estão cobertas de densos pelos brancos.




As flores, da forma característica da família das Asteraceae/Compositae, reunem-se em capítulos os quais têm tamanho médio, forma ovoide, pedúnculo curto e são muitas vezes solitários.
As flores são de cor rosa ou lilás, havendo no entanto alguns exemplares, raros, que apresentam flores brancas, o que no caso da Galactites tomentosa é um caso de albinismo, o qual se deve a uma anomalia fisiológica que resulta numa diminuição ou ausência dos pigmentos da corola.


Todas as flores que formam o capítulo são tubulares sendo o tubo formado por cinco pétalas unidas; as que se encontram no centro do disco são pequenas e apresentam órgãos masculinos e femininos funcionais.

As flores da periferia apresentam tubos muito compridos em que as pétalas só estão unidas até metade do tubo; são estéreis mas muito vistosas e a sua missão é atrair os insetos polinizadores. A Galactites tomentosa é uma planta melífera, muito visitada por abelhas e dando origem a um mel muito saboroso.


Os invólucros estão envolvidos por pelos esbranquiçados, semelhantes a teias de aranha e as brácteas que os constituem são imbricadas, isto é, dispõem-se em três camadas tal como as telhas de um telhado, terminando as médias e exteriores em espinhos eretos e bem visíveis. 

A Galactites tomentosa  floresce de abril a julho. Os frutos são cipselas de cor amarelada, sem pelos, de forma quase cilíndrica e providas de um tufo de pelos e suavemente plumosos chamado papilho o qual é bastante maior que o fruto.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/

(exceto quando especificado).

Fotos: Caniçal e Serra do Calvo/Lourinhã

2 comentários:

  1. Só hoje descobri este encanto,vindo de "As minhas Plantas".
    Voltarei com prazer e interesse.

    A borboleta é uma "Colias croceus",vulgo Maravilha.

    Cordialmente,
    mário

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  2. Mário,
    Obrigada pela visita e pela preciosa informação.
    Cumprimentos
    Fernanda

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