"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





terça-feira, 4 de novembro de 2014

Geraniaceae, Geranium, Erodium e Pelargonium

Família Geraniaceae
"Geraniaceae é um grupo monofilético bem definido" (Price & Palmer, 1993)  

Erodium cicutarium
Geraniaceae é uma pequena família botânica que contém cerca de 800 espécies, agrupadas em 7 géneros. O nome desta família deriva de Geranium, o género mais representativo. É que, as regras do ICBN estabeleceram que os nomes das famílias botânicas fossem construídos a partir do nome do género com maior representatividade, substituindo a declinação final pelo sufixo –aceae. Neste caso, Gerani(um)+aceae = Geraniaceae.
Os maiores géneros são Geranium (422 espécies), Pelargonium (280 espécies) e Erodium (60 espécies). 
Em Portugal esta família está representada pelos géneros Geranium com 12 espécies e Erodium com 9, segundo a Sociedade Portuguesa de Botânica, através do Portal Flora-on. O género Pelargonium não existe na natureza no nosso país; originários da África do Sul, os exemplares que por cá existem são espécies melhoradas ou híbridos, cultivados para fins ornamentais.
A grande maioria das espécies desta família encontra-se amplamente distribuída pelas regiões temperadas e subtropicais, sendo a região mediterrânica e a África do Sul os centros de maior diversidade. A sua importância económica resulta da comercialização de plantas ornamentais, especialmente as bem conhecidas sardinheiras (género Pelargonium) e da extração de óleos aromáticos usados em perfumaria, cosmética e aromaterapia. Na generalidade são plantas herbáceas ou subarbustivas, cobertas de pelos glandulares simples, folhas muito divididas e aromáticas, flores com 5 pétalas, 5 sépalas, 5 a 10 estames e 5 carpelos originando 5 frutos. 
Frutos de Geranium pupureum
A característica mais distinta desta família são os frutos. Estes encaixam-se em redor de uma coluna que na maturação se expande ficando semelhante a um bico de garça ou de cegonha. É este carater distintivo que está na origem dos nomes dos três géneros que hoje são aqui objeto de estudo. Os nomes Geranium, Pelargonium e Erodium derivam de termos gregos, respectivamente geranós (garça azul), pelargós (cegonha) e erodios (garça real).
Embora sejam diferentes, tem havido grande confusão entre os géneros Geranium e Pelargonium, situação que se prolonga desde a época em que as espécies pertencentes aos três géneros foram todas englobadas no género Geranium. Tal aconteceu numa época em que as sardinheiras e outras espécies exóticas pertencentes ao género Pelargonium geravam grande excitação na Europa botânica e assim, à falta de nomes tradicionais o termo geranium (em português, gerânio) popularizou-se a nível global. Aparentemente todos deram pela notícia mas a verdade é que poucos ouviram o desmentido e por essa razão a confusão instalou-se e já dura há perto de 250 anos. O público em geral tem sido levado ao engano não só nos pontos de venda mas também por profissionais de medicina alternativa, os quais por sua vez “beberam” as suas informações nos locais errados. Infelizmente diversos artigos em revistas da especialidade e grande número de livros, alguns de referencia, fazem uma grande baralhada. É o caso dos livros que trouxe como exemplo: fotos da capa demonstram desde logo que trata de Pelargonium mas não condizem com o título que é Geraniums:
Será difícil, se não impossível, que alguma vez o nome gerânio deixe de estar associado às sardinheiras, plantas que continuam a ser muito apreciadas e globalmente comercializadas. No entanto, nota-se um esforço para pôr as coisas no seu devido lugar por parte dos profissionais mais informados. Muitos deixaram de chamar gerânios às sardinheiras, chamando-lhes agora pelargónios, o que está mais acertado.
A nível científico não existem dúvidas nem confusões no que diz respeito a este assunto, mas o caso começou com a classificação original de C. Linnaeus quando ele juntou todas estas espécies num único género, Geranium, no seu livro Species Plantarum (1753). Nessa publicação Pelargonium e Erodium apenas constam como subgrupos. Foi só cerca de três décadas mais tarde (1789) que Charles L’Héritier fez o “up-grade” de Pelargonium e Erodium, elevando-os à categoria de géneros, em igualdade de circunstâncias com Geranium. Na realidade estas espécies não poderiam ser incluídas no mesmo género pois existem diferenças evidentes, nomeadamente no número de estames: Erodium tem 5 estames, Pelargonium 7 e Geranium 10. Estudos recentes também comprovaram que são espécies distintas.

Os meus próximos posts serão dedicados às espécies espontâneas por mim observadas nesta região, Geranium dissectum, G. purpureum, G. molle e G. rotundifolium e também Erodium malacoides e E. moschatum. Outra espécie residente nesta região, Erodium cicutarium, foi já descrita AQUI
Para já, aqui ficam algumas considerações gerais acerca dos 3 géneros acima mencionados:

Género Geranium
Geranium molle 
Dentro da família Geraniaceae, Geranium é o género mais amplamente distribuído. Ocorre de forma espontânea em zonas temperadas do globo, especialmente do hemisfério norte e também em regiões montanhosas dos trópicos, mas o maior centro de diversidade é a região mediterrânica. São plantas herbáceas, geralmente rasteiras, raramente arbustivas; na generalidade são resistentes ao frio. Curiosamente uma das espécies existentes em Portugal, Geranium Robertianum, pode ser encontrada em climas muito frios, na proximidade da região Ártica. Outras espécies podem ser encontradas na região Antártica nomeadamente G. patagonicum e G. magellanicum. Este género compreende um total de 422 espécies, das quais 12 estão presentes em Portugal continental. Algumas dessas espécies também ocorrem na Madeira ou foram introduzidas nos Açores (veja AQUI). 
O género Geranium inclui plantas anuais, bianuais ou perenes que se diferenciam de Erodium e Pelargonium pelo número de estames férteis que são 10 (Erodium tem 5 e Pelargonium 7) e que se dispõem em duas séries: no verticilo exterior os estames estão opostos às pétalas e no interior os estames alternam com elas. As flores de Geranium, tal como em Erodium, são radialmente simétricas com 5 pétalas iguais, enquanto Pelargonium apresenta flores assimétricas com 2 pétalas mais pequenas. 
Na primavera e verão muitas destas espécies silvestres formam fofos "tapetes"  a que as folhas intensamente verdes e muito recortadas acrescentam renovado interesse. As pequenas flores brancas, rosadas ou azuladas e em forma de taça atraem muitas borboletas e abelhas e são encantadoras na sua simplicidade. Numa época em que se dá tanto valor a plantas exuberantes com flores grandes e de pétalas duplas, a delicada modéstia das Geranium silvestres é no mínimo refrescante. São uma boa opção para preencher os espaços num jardim de rochas e também têm lugar noutros tipos de canteiros como cobertura de solo, plantadas entre as coloridas perenes. Têm ainda a vantagem de, uma vez estabelecidas, não necessitarem de cuidados especiais.
Há centenas de anos que algumas espécies europeias deste género, nomeadamente G. robertianum e G. maculatum têm vindo a ser utilizadas pelas populações como ervas medicinais, hoje em dia disponíveis nas ervanárias e usadas sob a forma de infusões e tisanas.
Existem no mercado dezenas de espécies do género Geranium que foram “melhoradas”, nomeadamente cultivares e híbridos que são comercializados para fins ornamentais, com folhagem muito vistosa e atrativas flores em tons de rosa, azul, lilás e branco.
NOTA:
Cultivares e híbridos artificiais são plantas com novas caracteristicas obtidas a partir de espécies silvestres através de manipulação genética em laboratório. O objetivo é obter exemplares mais resistentes, produzindo flores maiores ou de cores diferentes, perfumadas ou com floração mais abundante e mais prolongada.
O termo cultivar vem do inglês culti(vated) + var(iety). A designação científica dos cultivares é diferente das espécies naturais. Assim ao nome do género e da espécie acresce um último nome que não precisa de ser em latim nem se escreve em itálico mas aparece entre aspas. Exemplo: Geranium pratense ‘Silver Queen’ é um cultivar da espécie Geranium pratense.
Os híbridos resultam do cruzamento de duas ou mais espécies diferentes e que não produzem sementes viáveis quando os seus genes são incompatíveis. Os híbridos entre duas espécies são identificáveis por um nome binominal do qual fazem parte os géneros das espécies utilizadas e cujas palavras estão separadas por um X. Se o X estiver no início do nome, sabemos que se trata de um hibrido que resultou do cruzamento entre várias espécies. Os híbridos podem resultar de um processo natural e espontâneo na natureza ou ser produto de manipulação em laboratório.

Género Erodium
Erodium moschatum
As espécies do género Erodium demonstram muitas semelhanças morfológicas com as espécies do género Geranium, tornando-as difíceis de diferenciar ao primeiro olhar. As flores também apresentam simetria radial, com todas as pétalas iguais. Contudo, os estames férteis são apenas 5. Os restantes 5 estames são estéreis e inconspícuos.
O centro de origem deste género é a região mediterrânica mas algumas espécies naturalizaram-se noutras partes do mundo especialmente naquelas onde impera um tipo de clima semelhante ao mediterrânico. Esta naturalização data de há muitíssimo tempo e supõe-se que as sementes tenham viajado através dos oceanos. Esta forma de dispersão é pouco comum mas é provável que tenha tido grande influência na propagação e diversificação das espécies deste género.
Este género compreende um total de 60 espécies, das quais 9 (entre espécies e subespécies) estão presentes em Portugal continental e Madeira, sendo 3 também autóctones dos Açores (veja AQUI).
Também algumas espécies silvestres do género Erodium deram origem a cultivares e híbridos, muito apreciados em certos países em que a jardinagem é devidamente valorizada e onde existem muitos colecionadores de todo o tipo de plantas, sempre ansiosos por novidades.

Género Pelargonium
Pelargonium peltatum
Foto Wikipedia de Jon Richfield
O género Pelargonium compreende um total de 280 espécies nativas de África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Madagáscar e ilhas do Atlântico sul Santa Helena e Tristão da Cunha. Contudo, o maior centro de biodiversidade é a África do Sul.
Pelargonium  exibe plantas com uma ampla variedade de hábitos de crescimento: herbáceas de vida curta, trepadeiras e arbustos mas o tipo dominante são as plantas com caules suculentos, geófitos (bolbosas e rizomatosas) e xerófitas (adaptadas a climas áridos).
As primeiras espécies importadas para a Europa vieram da África do Sul, especialmente da região do Cabo onde o tipo de clima é mediterrânico. Conhecemo-las por sardinheiras, plantas notoriamente diferentes das espécies dos géneros Geranium e Erodium. As flores são assimétricas, isto é, duas das pétalas são mais pequenas que as restantes 3. Além disso, apenas 7 estames são férteis. Os caules são algo suculentos mas lenhosos na base e as folhas são em geral ligeiramente carnudas, inteiras ou divididas.
A primeira espécie do género Pelargonium (Pelargonium triste) que foi trazida para a Europa veio para Leiden, cidade do sul da Holanda, no final do século XVI. Algumas décadas mais tarde John Tradescant  (1608- 1662), botânico, jardineiro e colecionador britanico, levou a espécie para Inglaterra onde causou grande impacto, de tal forma que nos anos seguintes outras espécies do mesmo género foram importadas por vários botânicos. Desde então estas espécies têm sido multiplicadas e hibridizadas de forma absolutamente entusiástica. O período alto aconteceu durante a época vitoriana em que todos os ricos proprietários de terras possuíam estufas quentes e frias e se dedicavam a colecionar plantas raras, nomeadamente as espécies Pelargonium que eram as exóticas da moda.
Pelargonium sp.
Foto de Wikipedia
Hoje em dia existem no mercado milhares de cultivares e híbridos de sardinheiras os quais foram criados a partir de umas 20 espécies silvestres. São bastante tolerantes ao calor e à seca mas não resistem às geadas e muito menos à neve pelo que em muitos países as recolhem para dentro de casa ou estufas durante o inverno. O nosso hábito tradicional de cultivar sardinheiras em vasos nas varandas é sempre motivo da admiração de estrangeiros, principalmente em Lisboa onde elas florescem o ano inteiro.
Até ao início do seculo XX as inestimáveis propriedades terapêuticas de algumas Pelargonium (antissépticas, antidepressivas, anti-inflamatórias e diuréticas) eram apenas conhecidas das tribos africanas, nomeadamente Zulus, Boers e Hottentots.

Óleo essencial de gerânio
Fontes:
-Geranium and Pelargonium: History of Nomenclature, Usage and Cultivation  (Maria Lis-Balchin)
-Cad. acad., Tubarão, v. 3, n. 2, p. 105-127, 2011 

Algumas espécies africanas de Pelargonium, nativas da região do Cabo, têm grande valor comercial devido à produção de óleo essencial, o qual é erradamente denominado óleo de gerânio. Durante as últimas décadas este termo impróprio tem sido utilizado em dezenas de livros e revistas sobre aromaterapia, inclusive em obras científicas de referência, o que demonstra a total ignorância de alguns sobre o género, contribuindo para que o conceito errado se mantenha. Em muitos artigos chega-se ao ponto de mencionar direta ou indiretamente as espécies Geranium maculatum, G. robertium e outras espécies do género Geranium, pensando que estão a falar de espécies de Pelargonium e julgando que são a mesma coisa. Para dar um pequeno exemplo, entre muitos, temos um assombroso cocktail botânico nesta citação: “o óleo é extraído não dos familiares e brilhantemente coloridos gerânios mas da espécie Pelargonium Geranium Robert ou “lemon plant” – a qual é muitas vezes exibida abundamente em restaurantes gregos” (Worwood, 1991).
De notar que o uso principal das espécies Geranium é em ervanária (chás) enquanto o óleo de gerânio derivado de Pelargonium é usado em produtos de perfumaria, cosméticos e aromaterapia.
A produção comercial do óleo de gerânio a partir de diversos cultivares de Pelargonium faz-se de forma extensiva principalmente em Reunião, Egito e China. Contudo as vendas efetivas de óleo de gerânio excedem largamente a produção o que se deve à criação de óleos de gerânio sintéticos. O óleo de gerânio contém principalmente citronelol e geraniol podendo ser facilmente falsificado por óleos essenciais mais baratos. Curiosamente o aroma dos componentes sintéticos é por vezes mais atraente para os perfumistas do que o verdadeiro e natural óleo de gerânio.
O óleo de gerânio original rescende a rosas mas também existem outros aromas, entre eles pinho, hortelã, limão, maçã ou noz-moscada. É maioritariamente utilizado em perfumes, sabonetes, unguentos e pastas dentífricas.
“Os óleos essenciais são compostos naturais, voláteis e complexos, caracterizados por um forte odor sendo sintetizados por plantas aromáticas durante o metabolismo secundário e normalmente extraídos de plantas encontradas em países quentes, como as do mediterrâneo e dos trópicos, onde representam parte importante da farmacopeia tradicional. As propriedades farmacológicas atribuídas aos OE são diversas e algumas são preconizadas por apresentarem vantagens importantes quando comparadas com outros medicamentos, como por exemplo a sua volatilidade que os torna ideais para uso em nebulizações, banhos de imersão ou simplesmente em inalações. A volatilidade e o baixo peso molecular de seus componentes, possibilitam que eles sejam rapidamente eliminados do organismo através das vias metabólicas (BANDONI;CZEPAK, 2008).
As propriedades medicinais popularmente descritas sobre o óleo de gerânio são ação analgésica, regulador das hipossecreções andróginas e estrógenas, diurético, hemostático, repelente de insetos, cicatrizante, indicado para menopausa, acne, entre outras. Também foram atribuídas ações psicológicas e emocionais como relaxante, porém reanimador, aliviando a tensão nervosa, angústia e depressão. Estas propriedades são importantes para justificar o seu uso na Aromaterapia. (Silva, 1998; Corazza, 2004; Ulrich, 2004).
Aromaterapia é a terapia que utiliza óleos essenciais para a promoção e manutenção da saúde. Escritos evidenciam a utilização de substâncias aromáticas na Medicina Chinesa há 4500 anos, bem como em rituais espirituais e medicinais no Egito e também durante a Idade Média para prevenir infeções e pragas. (STEVENSEN, 1998). 
O termo aromaterapia foi concebido em 1927 pelo químico francês René-Maurice Gattefossé, que por ocasião de uma grave queimadura na sua mão mergulhou-a acidentalmente em óleo essencial de lavanda e observou melhoras substanciais na recuperação do ferimento. Este episódio foi um estímulo considerável para a continuidade dos seus estudos sobre as propriedades terapêuticas dos diferentes óleos essenciais. (STEVENSEN, 1998).
Gattefossé levou a sua experiência para os hospitais militares, durante a Primeira Guerra Mundial, e utilizou os óleos essenciais para prevenir gangrenas e curar queimaduras, promovendo rapidamente a reabilitação dos soldados. Jean Valnet, fisiologista, serviu com as tropas francesas durante a Segunda Guerra Mundial e aplicou de forma significativa os óleos essenciais, curando infeções e diminuindo também o uso massivo de penicilina. (STEVENSEN, 1998). 
Atualmente, a aromaterapia é utilizada não somente pelos efeitos antimicrobianos, antivirais e anti-inflamatórios, mas também pelos seus efeitos sobre os estados emocionais e mentais. (CANNARD, 2006). O entendimento de que saúde não é somente a ausência da doença é conhecido há tempos, pois incorpora de maneira geral o conceito de bem-estar, sendo este físico e mental. Inúmeros estudos têm sido feitos comprovando a eficácia da Aromaterapia em mudanças positivas de humor, bem como na redução da ansiedade, (MORRIS, 2002), além do que, oferece auxílio positivo nos sintomas físicos, promovendo também a qualidade de vida, autoajuda e bem-estar das pessoas. (STEVENSEN,1999)”. 

Fotos: 
Erodium cicutarium - Dunas da Areia Branca/Lourinhã
Geranium pupureum, Geranium molle, Erodium moschatum - Serra do Calvo/Lourinhã.


3 comentários:

  1. Bom dia! Estou a escrever uma dissertação sobre o género Geranium, e realmente o seu blog ajudou-me imenso. Será que me poderia dizer de onde tirou esta informação? Muito obrigada.

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    1. Olá Marta,
      O texto acima descrito e o que dele consta é o resultado de muita observação e pesquisa durante pelo menos 3 semanas. O meu objetivo primario é a propria aprendizagem da qual o texto do blog representa um pequeno resumo. Posso dar-lhe alguns links que me foram muito uteis:
      http://online-media.uni-marburg.de/biologie/nutzpflanzen/stefan_meyer/Gynoeceum.html
      http://online-media.uni-marburg.de/biologie/nutzpflanzen/stefan_meyer/dissectum.html
      http://juneauempire.com/outdoors/2011-08-25#.VG4xLTSsWQE
      http://en.wikisource.org/wiki/Popular_Science_Monthly/Volume_19/June_1881/On_Fruits_and_Seeds_I
      http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1095-8339.1984.tb00998.x/abstract
      http://www.learningace.com/doc/385955/4478b92aceda348d25e3ae5aea5738ad/jeb2011

      http://www.wildflowersofireland.net/plant_detail.php?id_flower=76&wildflower=Cranesbill,%20Cut-leaved

      http://books.google.pt/books?id=-bR8GxQ6BU0C&pg=PA5&lpg=PA5&dq=geranium+oil+pelargonium+species+originate+from+south+africa&source=bl&ots=4fG5iIto7R&sig=-gDKom6j8KWGPybzAYiM-ACPbyo&hl=pt-PT&sa=X&ei=prNXVP6GMIWlgwTykoCADg&ved=0CD8Q6AEwBA#v=onepage&q=geranium%20oil%20pelargonium%20species%20originate%20from%20south%20africa&f=false
      http://thepags.org.uk/about-us/geraniaceae-group#sthash.ugAkTjt5.dpuf

      http://www.readcube.com/articles/10.1093/aob/mcq184

      http://www.theodora.com/encyclopedia/g/geraniaceae.html

      Espero lhe sejam uteis na sua pesquisa.

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  2. Fico muito agradecida! Tem-me ajudado imenso.
    Obrigada.

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