"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cistus crispus (L.)

Nome vulgar: ROSELHA

O Cistus crispus conhecido popularmente como Roselha pertence à família das Cistaceae. Esta família, que engloba cerca de 250 ervas e pequenos arbustos, é característica das regiões mediterrânicas e Norte de África. Em Portugal distribui-se por quase todo o país com exceção das regiões montanhosas do nordeste e centro interior.

Esta planta está perfeitamente adaptada aos solos pobres e aos períodos secos prolongados das regiões onde vive, principalmente charnecas, matos e pinhais.
Os pequenos arbustos de Cistus crispus são de cor verde acinzentado devido a um indumento esbranquiçado de pelos estrelados, misturados com pelos simples compridos, que existem nas suas folhas. A presença destes pelos é uma adaptação característica do clima mediterrânico e que tem como função principal evitar a perda de água.


O Cistus crispus forma moitas baixas e compactas, muito ramificadas e de contorno arredondado, atingindo de 30 a 50 cm de altura e 1 m de diâmetro. Os ramos são ascendentes e algo tortuosos.
As folhas simples, elípticas, rugosas e onduladas são persistentes, pelo que o Cistus crispus continua a ser um arbusto decorativo mesmo durante o inverno.
As flores, de 5 pétalas com cerca de 3 a 4 cm de diâmetro, são de um belo tom rosa, com numerosos estames de cor dourada. São hermafroditas pois possuem ao mesmo tempo órgãos de reprodução femininos e masculinos funcionais. Apresentam-se solitárias ou em grupo, no cimo dos ramos. O cálice tem 5 sépalas nervuradas e densamente cobertas de pelos, sendo 3 muito maiores do que as restantes.
As flores, de aspeto delicado, apresentam-se sempre enrugadas, parecendo ter sido feitas em papel de seda amachucado. São de muito curta duração, não durando mais do que um dia, no entanto dado que a planta floresce de forma contínua, as moitas mantêm-se cobertas de flores de abril a junho.

O Cistus crispus produz um fruto seco tipo cápsula, peluda só no topo.


O Género CISTUS

Dentre os géneros pertencentes à família das Cistáceas, o Cistus é um dos mais utilizados como plantas ornamentais. Tem cerca de 20 espécies, sendo algumas nativas em Portugal. São plantas tipicamente mediterrânicas e adaptadas aos solos pobres e a períodos secos prolongados. A germinação das sementes é favorecida pelo fogo, razão pela qual os Cistus aparecem frequentemente como planta colonizadora após um incêndio.
São plantas que ocorrem naturalmente em solos pobres e bem drenados, algumas mais frequentes em solos ácidos e outras em solos alcalinos. Preferem os locais solarengos. Devido à sua beleza decorativa e por serem espécies fortemente aromáticas, várias espécies foram hibridadas e são utilizadas em jardinagem. São plantas muito pouco exigentes. Preferem solos leves e pobres em matéria orgânica, portanto não devem ser fertilizados nem adubados. Muitas espécies dependem de ligações simbióticas a micorrizas (fungos do solo) pelo que o seu cultivo em vasos durante muito tempo pode ser problemático. Devem ser colocados em locais bem drenados, e os solos argilosos devem ser aligeirados com areia.São normalmente arbustos baixos mas a forma varia de espécie para espécie, tendo normalmente os híbridos utilizados em jardinagem, formas harmoniosas.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/

(exceto quando especificado).

Fotos - Caniçal/Areia Branca - Lourinhã

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