"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





sábado, 29 de janeiro de 2011

Lobularia maritima subsp. maritima

A Lobularia maritima subsp. maritima (anteriormente Alyssum maritimum), é vulgarmente conhecida como alisso-doce, alyssum, flor-de-mel, tomelos, açafate-de-prata ou escudinha.
Pertence á família botânica das Brassicaceae, composta por mais de 3.000 espécies, entre as quais , algumas de grande importância para a alimentação humana, como por exemplo o rabanete, a couve, o nabo e a mostarda.

É uma espécie de estatura baixa, com caule lenhoso e bastante ramificado. As folhas são linear-oblongas e as flores são sempre brancas e têm 4 pétalas dispostas em cacho. A planta exala um perfume caracteristico, semelhante ao do mel, daí a origem do nome.
A Lobularia maritima subsp. maritima é nativa da região Mediterrânica e da Macaronésia (Canárias, Cabo Verde, Madeira e Açores), mas encontra-se naturalizada em muitas outras regiões. Surge espontânea em terrenos arenosos e com algum declive, sobretudo ao longo das costas do litoral e o seu periodo vegetativo é bastante curto, com floração de janeiro a maio.
Os exemplares acima foram fotografados nas dunas da Praia da Areia Branca
Esta planta deu origem a algumas variedades melhoradas com o fim de serem cultivadas como plantas ornamentais em jardins, assumindo o aspecto de pequenas moitas bastante mais compactas, de floração mais abundante e prolongada. As flores são brancas, rosa ou violeta. No entanto, estas variedades ornamentais são invasivas pois produzem grandes quantidades de semente e em consequência ressemeiam-se com muita facilidade, sendo difíceis de erradicar.
Nos jardins, esta planta que em condições favoráveis se poderá comportar como perene, é geralmente cultivada como anual dado que se torna deselegante a partir do segundo ano, cheia de caules desordenados e apresentando um grande decréscimo na produção de flores.



Estas duas plantas crescem no meu jardim.
Dá para ver a diferença entre a planta que cresce na natureza e luta pela sua sobrevivência, suportando os ventos maritimos, a falta de água e carência de nutrientes  e as plantas da mesma espécie que vivem mimadas, no jardim. Mas não é apenas uma questão de maiores cuidados mas também porque foram manipuladas genéticamente pelos viveiristas, para que as flores sejam mais abundantes e durem mais tempo.


SOBRE A ORIGEM DAS PLANTAS ORNAMENTAIS:

Certas plantas têm sido cultivadas com fins ornamentais desde há milhares de anos, não só pela beleza das suas flores ou folhagem e exuberância das suas cores mas também pelo perfume que exalam. Estas plantas foram seleccionadas a partir de exemplares da flora silvestre, existentes na natureza. Progressivamente as espécies foram sendo melhoradas através de sucessivos cruzamentos entre os exemplares mais bem dotados. Daqui resultou uma imensa variedade de formas e híbridos com mais e melhores cores, flores maiores, de floração mais prolongada e maior resistência às doenças, aos frios ou à seca.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/
(exceto quando especificado).


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