"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pancratium maritimum

Narciso-das-areias, lírio-das-areias


Foto de Tirreno. Fonte Wkimedia commons
Pancratium maritimum é uma planta da família das Amaryllidaceae.
Esta família botânica inclui uma enorme quantidade de espécies floríferas, na sua maioria bolbosas silvestres ou cultivadas como ornamentais. As Amarilidáceas têm grande importância, não só pela significativa quantidade e variedade de espécies existentes, mas também pela sua floração exuberante e vistosa. Também de grande importância são as suas comprovadas propriedades terapêuticas, conhecidas desde a Antiguidade.


Foto de Stemonites. Fonte Wkimedia commons
A Pancratium maritimum é nativa da região do Mediterraneo e do sudoeste da Europa (incluindo Portugal). Cresce nas areias costeiras, quase junto á linha limite das marés. Para além da beleza que acrescenta à paisagem, esta é também uma espécie imprescindível para o equilíbrio dos ecossistemas dunares pois dela depende a sobrevivência das borboletas Brithys crini. Tal como acontece com muitas larvas de espécies de lepidóptera que se alimentam de espécies vegetais específicas, as larvas desta borboleta noturna apenas se alimentam das folhas de Pancratium maritimum.





É uma planta vivaz, bolbosa, de porte herbáceo, com altura que pode ir até 50 cm e de cor verde-cinzento–azulada.
As folhas, de forma oblongo-linear podem morrer durante os verões mais quentes pelo que muitas vezes quando surgem as flores, as folhas já secaram total ou parcialmente.


 A planta floresce de maio a setembro.
O escapo floral é achatado e robusto e pode ter de 15 a 40 cm de altura.
As flores são brancas, reunidas em umbela e protegidas por uma bráctea seca, muito delgada e flexível. O perianto (conjunto das peças florais que rodeiam os órgãos sexuais da flor) é afunilado, com o tubo comprido.

As tépalas (cada uma das peças do perianto não diferenciado em cálice e corola) têm forma linear lanceolada e nervura dorsal verde.


Cada flor possui uma coroa com 12 dentes triangulares.

Foto de Xemenendura. Fonte Wikimedia commons.

Foto de Júlio Reis. Fonte Wikimedia commons.
Depois de seco, o fruto abre-se e deixa cair na areia as sementes que são negras, grandes mas muito leves, o que permite a sua fácil dispersão.
A Pancratium maritimum é sem dúvida uma planta silvestre muito vistosa mas pode-se dizer que não vive apenas da aparência pois as flores além de belas também libertam uma fragrância exótica e subtil, especialmente percetível nas noites de verão calmas e sem vento.

Fotos - Areal Sul/Areia Branca- Lourinhã