Nomes comuns:
Macela-fétida; margaça;
erva-mijona;
fedegosa, funcho-de-burro.
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| Anthemis cotula |
Anthemis cotula é mais uma
espécie emblemática da família Asteraceae/Compositae. Este pequeno malmequer
floresce na primavera e verão. É semelhante a várias outras espécies que
florescem na mesma altura do ano e que são designadas, na generalidade, por “camomilas”.
As flores das chamadas “camomilas” são usadas sob a forma de infusão sendo, por
vezes, o remédio caseiro para uma incipiente dor de cabeça ou como calmante
destinado a proporcionar uma boa noite de sono. Também gozam de boa reputação
no tratamento de variadas patologias, nomeadamente alergias, inflamações,
espasmos musculares, ulceras, problemas digestivos, entre outras.
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| Anthemis cotula |
Anthemis cotula está
presente em Portugal continental onde é considerada nativa, tendo sido
introduzida nos Açores e Madeira. Na realidade, esta espécie é um arqueófito
que foi trazida do médio oriente pelos romanos, tendo-se propagado por todo o
Mediterrâneo. Como sabemos, os arqueófitos são as espécies que foram
introduzidas em tempos muito recuados (desde a pré-história até à época dos
descobrimentos), tendo-se convencionado como limite o ano de 1500. Muitas delas
foram introduzidas em tempos tão recuados que são consideradas autóctones, como
é o caso da presente espécie.
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| Anthemis cotula |
Anthemis cotula
distribui-se pela maioria dos países europeus, sudoeste asiático e norte de
África. Foi introduzida na América do norte, América do sul, Austrália e Nova
Zelândia onde é considerada planta invasora. É uma planta ruderal, vivendo em
meios sujeitos a atividades humanas (beira dos caminhos, escombros, entulhos, estrumeiras, etc.) os
quais se caracterizam por elevada percentagem de azoto no solo. É também uma
espécie arvense, ou seja, tem apetência por invadir as culturas e os prados
semeados, especialmente campos de cereais.
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| Anthemis cotula |
Anthemis cotula é uma
herbácea de ciclo de vida anual, germinando na primavera ou no outono. As
plantas que germinam no fim do verão ou no outono passam o período invernal sob
a forma de roseta e quando chega a primavera desenvolvem-se rapidamente,
iniciando a floração em abril ou maio. As plantas que germinam na primavera
começam a florescer cerca de um mês mais tarde. A floração continua por todo o
verão, prolongando-se até chegada dos primeiros frios.
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| Anthemis cotula |
Toda a planta emana um odor
forte, picante e ácido que é considerado desagradável, sendo esta a principal
característica que, à primeira vista, a distingue de outras semelhantes.
Os caules são eretos ou
ascendentes, glabros ou pouco pubescentes e ramificados na sua metade superior.
A sua altura é muito variável, entre 3 a 75 cm e a planta pode assumir um
porte ereto ou algo esparramado.
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| Anthemis cotula |
As folhas posicionam-se nos
caules de forma alternada, estão cobertas de pelos finos mas esparsos e abraçam
os caules com o curto pecíolo de que dispõem. O limbo é fino e
profundamente recortado, estando dividido em segmentos estreitos e irregulares.
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| Anthemis cotula |
As flores organizam-se em
inflorescências do tipo capítulo, característica comum entre os malmequeres e que nesta espécie surgem solitários no topo de pedúnculos longos e eretos, despidos de folhas.
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| Anthemis cotula - invólucro |
O invólucro em forma de taça que envolve as peças florais é formado por duas ou
três camadas de brácteas verdes, com margens franjadas e translucidas e
dispostas de forma imbricada. Dentro deste invólucro existe um recetáculo sobre
o qual se inserem as flores.
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| Anthemis cotula |
De início arredondado e em forma de botão, o
recetáculo desta espécie toma a forma cónica com a maturação.
O recetáculo
cónico é sólido no seu interior, ao contrário do que acontece com algumas
espécies semelhantes. As flores centrais são tubulosas, de cor amarela e estão
separadas por pequeníssimas brácteas lineares, as quais protegem os órgãos
reprodutores de ambos os sexos presentes em cada florzinha.
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Anthemis cotula Nesta foto podem ver-se as brácteas interflorais lineares que protegem apenas as flores que se vão transformar em fruto e que se situam na parte central do recetáculo. Fonte da foto. |
Estas brácteas são
persistentes na frutificação, segurando os frutos até ao limite. Ao contrário
das flores centrais, as flores periféricas não apresentam estas brácteas pois
não necessitam delas, uma vez que são estéreis e a sua única missão é atrair os
polinizadores através da produção das hemilígulas brancas cujo ápice termina
com 3 dentes.
Os frutos, do tipo aquénio ou cipsela, são pouco comprimidos, de forma
cónico-cilíndrica, estriados e tuberculados, ou seja, cobertos de pequenas
saliências espessas e arredondadas. Não têm papilho. Cada fruto contém uma
única semente.
Cada planta produz centenas de milhares de frutos numa única
estação, os quais permanecem viáveis no solo durante 4 a 6 anos.
Apesar do odor desagradável
que lhe granjeou o epíteto de fétida (ex. em inglês “stinking chamomile”) esta
planta apresenta propriedades terapêuticas apreciáveis. As flores contêm
flavonoides, ou seja, metabólitos secundários da classe dos polifenóis os quais
apresentam atividade antibiótica e óleos essenciais. Embora um pouco amarga de
gosto a Anthemis cotula possui reconhecidas propriedades terapêuticas como
antiespasmódica, adstringente, diaforética, diurética, sedativa e tónica, entre
outras.
O sabor amargo deriva dos princípios amargos presentes na composição química desta e de muitas plantas medicinais. São eles os responsáveis pelas propriedades terapêuticas digestivas dessas espécies, pois excitam as células gustativas e aumentam os sucos gástricos.
Há que ter cuidado com o
manuseamento desta planta pois o seu suco pode causar alergia em algumas
pessoas (eritema bolhoso). Curiosamente, os extratos da planta têm utilização
no tratamento de ulceras e feridas da pele.
- Antiespasmódico e Indutor
da menstruação
- Adstringente, Sudorífero,
Diurético, Emético, Emenagogo e Tónica.
- Tratamento de sintomas do
reumatismo, epilepsia, asma, rinites e febres (infusão das flores);
- Picadas de
insetos (uso externo: folhas).
- Antibacteriano contra
bactérias Gram positivas e Gram negativas (flavonóides do extrato das flores).
- Pode causar dermatite
alérgica (uso interno, soro ácido).
- Pode causar erupções
cutâneas.
- Contraindicada a grávidas
e lactantes.
- Pode interagir com
medicamentos com ação similar.
Alguns sinónimos
científicos de Anthemis cotula:
Anthemis foetida Lam.;
Anthemis psorosperma Ten.;
Anthemis ramosa Link ex Spreng.;
Chamaemelum cotula (L.) All. ;
Maruta cotula (L.) DC.;
Maruta foetida Cass.
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| Anthemis cotula |
Anthemis cotula pertence ao
género Anthemis, composto por cerca de uma centena e meia de espécies das quais
6 fazem parte da flora espontânea portuguesa, segundo o portal Flora-on
Sob o ponto de vista
taxonómico é um género difícil. As espécies apresentam mais semelhanças que
diferenças entre si e estão muito próximas de outros géneros pelo que tem
havido dificuldade por parte dos investigadores botânicos em chegarem a acordo
quanto à sua classificação. Este género foi descrito por Lineu e publicado em
Species Plantarum 2: 893–896. 1753, embora tenha sido o
botânico italiano PierAntonio Micheli(1679-1737) quem originalmente propôs o
nome Anthemis para este género, na sua publicação Nova plantarum genera: iuxtaTournefortii methodum disposita(1729).
O termo Anthemis deriva da
palavra grega “ánthemon” (= floração abundante), depois transformado em
“anthemis” (= flores pequenas), fazendo referencia às pequenas mas numerosas
flores do capítulo.
O epiteto “cotula” que
designa a espécie, deriva da palavra grega “kotule”. Este termo significa
pequena taça e tanto se pode interpretar como fazendo referencia à cavidade que
se forma na base das folhas amplexicaules como à forma da inflorescência.
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| Anthemis cotula. A seta indica a cavidade que se forma na base das folhas amplexicaules. |
Algumas espécies deste
género geram consideráveis receitas não só na indústria farmacêutica mas também
na áreas alimentar e de cosméticos. Há séculos que as propriedades curativas
das suas espécies são apreciadas e reconhecidas, inclusive fazendo parte de
algumas farmacopeias. Contudo, este género foi bastante negligenciado pelos
bioquímicos, situação que se alterou significativamente nos últimos tempos, de
tal forma que Anthemis é já um dos géneros mais estudados dentro da família
Asteraceae. Estes estudos vieram comprovar a eficácia destas espécies
como antisséticas e medicinais, sendo os seus principais componentes
flavonoides naturais e óleos essenciais.
As espécies deste género
distinguem-se pela morfologia dos frutos e das brácteas que envolvem as flores
centrais do capítulo.
As camomilas:
Camomila é o termo popular
que engloba, de forma algo confusa e indefinida, algumas espécies da família
Asteraceae, cujas características morfológicas e terapêuticas são muito
semelhantes. Trata-se de pequenos malmequeres cujas flores são utilizadas para
fazer infusões que geralmente designamos por chás de camomila. A ideia de
reunir tais plantas num mesmo grupo é muito antiga, pois remonta ao tempo dos
gregos, conceito que foi adotado pelos romanos e civilizações que lhes sucederam. Já na Antiguidade Clássica eram atribuídas às camomilas vastas propriedades
terapêuticas, nomeadamente adstringentes, antialérgicas, digestivas,
fortificantes, laxantes, sedativas, sudoríficas, anti-inflamatórias,
cicatrizantes e antibacterianas, apenas para mencionar algumas. A ideia geral é
que estas plantas podiam tratar qualquer doença. Ainda hoje as camomilas gozam de excelente reputação e são uma das ervas medicinais mais consumidas.
O termo camomila vem do
latim “chamamemelum” que por sua vez se inspirou no grego “chamaimélon”,
contração de duas palavras “chamai”= no chão e “melon”=maçã (maçã da terra?).
Dizem que o nome se refere ao hábito de baixo crescimento das plantas, assim
como ao seu aroma distintivo a maçãs. Apesar de tanto o nome português macela,
como o espanhol “manzanilla” (que significam pequena maçã e que correspondem ao
termo camomila) parecerem comprovar esta tese, a verdade é que eu não consigo
distinguir nenhum vestígio de cheiro a maçã em qualquer das chamadas camomilas.
Ou o defeito é meu ou as maçãs já não são o que eram?!
As plantas medicinais em
geral, e as camomilas em particular são um negócio que gera confusões e milhões.
No caso das camomilas as confusões advêm do número indistinto e flutuante de
espécies confundidas com camomilas e que apesar de serem medicinais podem ter apenas
alguns pontos de convergência com este grupo. Também não ajuda nada o facto de
quase todas espécies envolvidas terem uma longa lista de nomes científicos
(sinónimos) devido a sucessivas reclassificações e algumas duplicações. Há ainda o caso dos nomes
vulgares ou comuns de muitas espécies que pouco ou nada têm a ver com as
camomilas mas dos quais consta o termo camomila, levando ao engano pela
semelhança com um epíteto cientifico.
Chamaemelum nobile (nome comum: camomila
romana) e Matricaria recutita (nome comum: camomila alemã) são as espécies mais
reputadas e há séculos que disputam entre si o reconhecimento de camomila verdadeira. A diferença mais evidente entre elas reside no gosto, sendo que Chamaemelum
nobile propicia um chá mais amargo que Matricaria recutita. Apesar disso, elas
têm sido confundidas desde sempre e usadas indistintamente.
Apesar da popularidade de
que, há séculos gozam estas espécies, existem poucos estudos sobre os seus usos
terapêuticos. Finalmente, nas últimas décadas foram levadas a cabo pesquisas
cientificas alargadas que confirmaram muitos dos seus usos tradicionais e
estabeleceram os mecanismos de ação terapêutica destas plantas, incluindo
atividade antiespasmódica, antipirética, antibacteriana, antifúngica e
antialérgica. Além do uso medicinal as camomilas desfrutam de ampla utilização
como bebida refrescante, não estimulante.
Tradicionalmente ambas as
espécies são usadas para fins semelhantes pois partilham qualidades terapêuticas
e cosméticas que se equivalem. Também são muito parecidas sob o ponto de vista
morfológico, contudo os seus componentes químicos e óleos essenciais são
bastante diferentes pelo que é importante frisar que Chamaemelum nobile e
Matricaria recutita são plantas distintas. Para além das diferenças genéticas,
há que considerar que a qualidade e quantidade de óleo essencial e de outros
componentes da planta estão dependentes de uma ampla gama de variantes que têm
a ver com os fatores ambientais, práticas de cultivo e colheita, entre outros.
Existem outras espécies de
malmequeres que se incluem neste grupo das camomilas e que são tão semelhantes
a C.nobile e M.recutita sob o ponto de vista morfológico que com elas
facilmente são confundidas. Também elas possuem propriedades terapêuticas
semelhantes, embora os compostos químicos possam ser distintos.
A partir de textos
botânicos antigos ficamos a saber que em certos países europeus a fé nas
propriedades curativas das camomilas chegou a tal ponto que, muitas
espécies morfologicamente semelhantes mas funcionalmente duvidosas, foram
largamente transacionadas, em regiões onde não existiam as originais, por
recolectores e comerciantes pouco escrupulosos.
Algumas plantas adquiriram fama
mas outras não passaram de fraudes, como sempre é passível de acontecer quando a
procura excede a oferta.
O número de espécies incluídas nas camomilas foi, entretanto, bastante reduzido, situação que, apesar de tudo, ainda não está bem
definida. O que também não está claro é o que estamos a comprar quando vamos à
loja e adquirimos o chá de camomila. As embalagens não especificam a
espécie limitando-se a mencionar que o conteúdo é camomila, o que é muito vago.
Qual é a espécie? Incluirá uma só espécie ou será uma mistura preparada de modo
a satisfazer o gosto médio do consumidor?
O aumento da procura de camomila
levou ao seu cultivo há já muitas centenas de anos, atividade que agora está
florescente no leste europeu. Porém, nos dias de hoje abrem-se novas
perspetivas e possibilidades para o desenvolvimento de novos cultivares havendo a possibilidade de as plantas serem modificadas geneticamente para tornar os chás mais ao gosto
da maioria dos consumidores, quiçá perdendo muitas das suas qualidades naturais
pois o que é “preciso” é rentabilizar e vender mais.
Ainda há quem se desloque
às regiões rurais e aí recolha as espécies para consumo próprio o que nem
sempre é fácil tendo em conta diversas condicionantes, a começar por ter a
certeza de que se está a colher a espécie certa.
As características
morfológicas partilhadas pelas camomilas são os capítulos de “olho amarelo” e
“pétalas” brancas, além das folhas finamente recortadas, pormenor este que é
característico. À primeira vista, todas parecem iguais mas na realidade as
semelhanças entre elas são apenas superficiais. Os detalhes que as identificam
podem ser detetados com auxílio de uma lupa, uma vez que é necessário examinar
os pormenores do interior das inflorescências, podendo ser preciso
desmancha-las. O exame dos diminutos frutos também é muito importante.
De entre as várias espécies
de camomilas que se distribuem por quase toda a Europa, África do norte e Ásia
temperada, destaco 4 que crescem de forma espontânea em algumas regiões do
território português:
Anthemis cotula (já acima
descrita), Anthemis arvensis, Chamaemelum nobile e Matricaria recutita.
Anthemis arvensis L.
Alguns sinónimos:
Anthemis arvensis L.
Anthemis arvensis L. subsp.
arvensis
Anthemis arvensis L. var.
genuina Gren. et Godr.
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Anthemis arvensis. Fonte da foto. Recetáculo parcialmente desfolhado de modo a mostrar as flores tubulosas e as brácteas interflorais que as envolvem |
Esta espécie assemelha-se à
sua congénere A.cotula, distinguindo-se dela pelo odor que não é tão forte nem
é desagradável. Ao contrário de A.cotula, em que as flores periféricas
liguladas são estéreis, em A.arvensis estas são femininas e férteis. Em
A.cotula apenas as flores centrais do recetáculo têm brácteas interflorais as
quais são lineares e do mesmo tamanho das flores, ao passo que todas as flores
de A. arvensis as possuem, sendo mais pequenas que as flores e de forma
lanceolada. Os frutos destas duas espécies também são diferentes, tuberculados
na A.cotula e com estruturas longitudinais salientes e pronunciadas em
A.arvensis.
Chamaemelum nobile (L.) All.
Alguns
sinónimos:
Anthemis nobilis L.
Ormenis nobilis
J.Gay.
Ormenis nobilis (L.)
J.Gay.
Ormenis nobilis (L.)
J.Gay. ex. Coss.et Germ.
Ormenis nobilis J.Gay.
var. discodeia Boiss.in Willk.et Lange
Ormenis nobilis (L.)
J.Gay. var.discodeia (Boiss.) Willk.
Chamaemelum nobile,
a chamada camomila romana, é uma espécie perene e com caules decumbentes que
determinam o seu crescimento baixo e rastejante. É muitas vezes usada em
jardins como substituto da relva, graças ao seu hábito de formar tapetes
compactos e resistentes, alastrando através das raízes. Para tal, devem as
plantas ser podadas drasticamente a uma altura de 5 cm após a floração, para
manter o baixo crescimento. É apropriada para solos moderadamente ácidos, em
climas secos e quentes. Adoram a exposição solar. Têm efeito benéfico sobre as
plantas vizinhas, protegendo-as de pragas e doenças. A folhagem e as flores são
agradavelmente fragrantes mas de gosto amargo. As folhas e as flores são idênticas
às espécies já acima mencionadas. O recetáculo é hemisférico ou cónico, com
interior sólido e com brácteas interflorais. As flores do disco são hermafroditas
e as periféricas liguladas são femininas ou estéreis. Os frutos são levemente
comprimidos e estriados na face interna.
Matricaria recutita L.
Alguns sinónimos:
Chamomilla recutita
(L.) Rauschert;
Matricaria
chamomilla L.;
Chamomilla recutita
(L.) Rauschert;
Matricaria
chamomilla L;
Chamomilla vulgaris Gray;
Chrysanthemum chamomilla (L.) Bernh.;
Matricaria
courrantiana DC.;
Matricaria kochiana Sch. Bip.;
Matricaria recutita L.;
Matricaria recutita var. kochiana (Sch. Bip.) Greuter
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Matricaria recutita. Foto de Fornax Wikipedia Aqui pode ver-se que o recetáculo é oco e que não existem brácteas interflorais. |
Matricaria recutita,
a popularmente chamada camomila alemã, pode chegar a atingir 1 m de altura. É
mais ereta que a camomila romana. Os segmentos das folhas são menos achatados e
espessos e as suas inflorescências não são solitárias
e terminais, antes surgem em cachos (corimbos).
De notar que, ao contrário das
restantes espécies acima mencionadas, as flores de Matricaria recutita não têm
brácteas interflorais e que o recetáculo das inflorescências é oco.
Notas:
1) As camomilas podem ter algumas contraindicações. Por exemplo, podem ser problemáticas para quem apresente sintomas de alergias às Asteraceae. Como
sempre, alertamos para o facto de que o uso intensivo de plantas medicinais, sob
qualquer forma, deve ser acompanhado por especialistas na matéria.
2) Parece não ser aconselhável dar chá de camomila, assim como outros chás medicinais e mel, a crianças de idade inferior a 2 anos. Confira AQUI a noticia.
Para terminar, veja AQUI
algumas ideias sobre a utilização cosmética e alimentar das camomilas.
Fotos de Anthemis cotula: Serra do Calvo/Lourinhã