"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





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terça-feira, 3 de maio de 2011

Asteriscus aquaticus (L.) Less. Syn: Odontospermum aquaticum (L.) Sch. Bip.

Pampilho aquático, pampilho-de-água, asterisco-da-água


O Astericus aquaticus, ao contrário do que o nome pode fazer crer, não é uma planta aquática mas sim uma espécie que prefere os habitats em zonas perto do mar, podendo também ser encontrada em regiões do interior.

Vive em terrenos incultos ou pastagens, proliferando melhor onde possa encontrar alguma humidade não só no solo mas também ambiental. Distribui-se pelas regiões mediterrânicas e Macaronésia (Ilhas do Atlântico: Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde).
Esta espécie pertence à família das Asteraceae/Compositae cuja principal característica comum é a forma como as flores se agrupam em capítulos, tal como os malmequeres. O género botânico em que esta planta se inclui é o género Asteriscus, nome que vem do grego asteriskos que significa pequena estrela e que ilustra perfeitamente o aspeto morfológico das suas inflorescências e brácteas.

O Asteriscus aquaticus é uma planta anual que forma um pequeno arbusto podendo ir dos 10 aos 50 cm de altura. Os caules são eretos, simples ou ramificados na parte superior, com ramos laterais que geralmente ultrapassam o eixo principal.
As folhas são inteiras, oblongas ou oblongo-lanceoladas, por vezes dobradas ao meio ao longo da nervura mediana, de modo a que as metades do limbo ficam quase justapostas. Caules e folhas estão cobertos por um indumento de pelos fracos e densos.


Esta espécie floresce de abril a junho. As flores são de um belo amarelo dourado e apresentam-se reunidas em capítulos.


As flores são muito numerosas, pequenas, de formato tubular e estão comprimidas num disco central. Apenas as flores da periferia deste disco têm lígulas, semelhantes a pétalas, as quais proporcionam visibilidade a todo o conjunto, para atrair os insetos polinizadores. Desta forma as restantes flores, livres da função de criar pétalas, concentram as suas energias em produzir sementes.
  

Cada lígula é formada por 3 ou 5 pétalas unidas, variando de espécie para espécie. No caso do Asteriscus aquaticus as lígulas são formadas por 3 pétalas, conforme se pode comprovar ao contar os bicos na extremidade de cada uma delas.

As brácteas que protegem todo o conjunto de flores estão dispostas em duas camadas desencontradas, formando uma estrela sob o capítulo amarelo; são grandes, oblongo-lanceoladas e maiores que os capítulos.


Os frutos são secos, do tipo cipsela, com uma só semente e com um tufo de escamas muito pequenas e apenas visíveis.


Em Portugal existem mais duas espécies do género Asteriscus:
Asteriscus spinosus, que podemos encontrar em quase todo o território, com exepção do interior centro e parte do litoral alentejano. Esta espécie distingue-se por ter grandes brácteas espinhosas;
Asteriscus maritimus, que aparece no litoral algarvio e se diferencia pelos seus grandes capítulos, de tamanho igual ou maior que as brácteas involucrais.

Esta é uma espécie frequentemente utilizada como planta ornamental, em jardins.

Fotos - Caniçal/Areia Branca- Lourinhã