"O grande responsável pela situação de desequilíbrio ambiental que se vive no planeta é o Homem. É o único animal existente à face da Terra capaz de destruir o que a natureza levou milhões de anos a construir"





terça-feira, 31 de maio de 2011

Parentucellia viscosa (L.) Caruel

Erva-peganhenta
A Parentucellia viscosa é uma planta nativa do continente europeu embora tenha sido introduzida noutros continentes nomeadamente a Australia e a América do Norte. Em Portugal encontra-se em quase todo o território continental.

É uma planta infestante, herbácea e com ciclo vegetativo anual. Embora visualmente tenha semelhanças com a variedade de flores amarelas da Bellardia trixago, vulgo Flor-do-ouro (ver post publicado a 22 maio 2011), a Parentucellia viscosa é uma planta de um género diferente, pelo que não devem ser confundidas. Em comum têm o facto de serem hemiparasitas, assim classificadas porque embora realizem fotossíntese e tenham clorofila, não sobrevivem inteiramente por si próprias necessitando de retirar água e nutrientes de outras plantas, às quais se ligam através de orgãos subterrâneos.

A Parentucellia viscosa é uma planta relativamente baixa, podendo ir de 2 a 50 cm de altura, conforma as condições que encontra. Tem caules eretos, de aspeto robusto e raramente ramificados, de cor verde amarelado, revestidos de pelos glandulosos curtos e muito pegajosos. Aliás, a característica inesquecível desta planta não são as flores amarelas mas sim o facto de ela ser terrivelmente peganhenta. Depois de manipularmos esta planta sentimos uma irresistivel necessidade de lavar as mãos!

As folhas são opostas, simples, de forma oblongo-lanceolada, sem pecíolo, com margens dentadas e nervuras bem vincadas.

As flores, bilateralmente simétricas, dispõem-se em cachos em forma de espiga, no topo do caule. As flores estão protegidas por numerosas brácteas lanceoladas, semelhantes a folhas, igualando o comprimento do tubo da corola.

A corola, de cor amarelo-limão e textura pegajosa, é de forma tubulosa e abre-se para o exterior através de dois lábios, dos quais o inferior é maior que o superior. O lábio inferior apresenta 3 lobos unidos e o superior é côncavo, normalmente inteiro.

A polinização ocorre através de pássaros e insetos.

Os frutos, peludos, são cápsulas estreitas e de forma elíptica produzindo numerosas sementes.

A planta floresce de março a junho e vive em terrenos incultos, matos, pinhais e é frequente infestante das searas. Embora prefira terrenos húmidos é comum encontrá-la em condições de maior secura.

Esta planta pertencia à família das Scrophulariaceae mas foi recentemente transferida para as Orobanchaceae, após pesquisas que demonstraram maior afinidade genética com esta família. Após esta reorganização, a família Orobanchaceae passou a abranger cerca de 90 géneros e mais de 2000 espécies. Todas estas espécies se adaptam muito bem a qualquer habitat, pelo facto de serem ervas parasitas ou semiparasitas, sobrevivendo ao retirarem todo o seu sustento ou apenas parte dele, das plantas hospedeiras. Esta família tem importância económica relevante a nível mundial devido aos prejuízos que provocam nas culturas agrícolas.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/


(exceto quando especificado).

Fotos - Caniçal/Lourinhã

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Bellardia trixago (L.) All.


Flor-de-ouro
 A Bellardia trixago é uma planta herbácea de ciclo vegetativo anual, nativa da região do mediterrâneo mas que se distribui por outras partes do mundo com climas semelhantes.

Em Portugal é frequente não só ao longo dos sistemas dunares interiores mas também em praticamente todo o restante território, excetuando as terras mais altas do interior.

De abril a julho podemos encontrá-la na beira dos caminhos, em outeiros secos, terrenos incultos ou pinhais e até mesmo em relvados húmidos o que demonstra uma adaptação a habitats de características diferentes que contribui para o seu desenvolvimento e expansão das suas colónias. Apesar de muito bonita a Bellardia trixago é uma planta infestante. Esta espécie é parasita ou melhor, hemiparasita na medida em que extrai nutrientes de outras plantas através de órgãos subterrâneos, sem no entanto deles depender exclusivamente pois possui clorofila.

Recentemente a Bellardia trixago foi reclassificada, tendo sido transferida da família das Scrophulariaceae para a família das Orobanchaceae a qual compreende mais de 2000 espécies, divididas em cerca de 90 géneros. Esta família é tremendamente importante em termos económicos pois é composta quase exclusivamente por espécies parasitas ou semiparasitas que provocam grandes prejuízos nas culturas agrícolas. Um exemplo já aqui apontado neste blog é o género Orobanche (ver post Orobanche foetida – 19 fevereiro 2011).
A Bellardia trixago que se encontra nesta região do litoral oeste é uma planta relativamente baixa, com cerca de 10 a 45 cm de altura. O caule é ereto e rígido, raramente ramificado.

As folhas, de cor verde vivo, não têm pecíolo, são estreitas, com margens fortemente dentadas e colocam-se de forma oposta e cruzada até meio do caule, ficando a parte superior ocupada pela inflorescência de aspeto robusto e viscoso, a qual termina em bico.Tanto o caule como as folhas estão cobertos de pelos tectores que, entre outras funções, reduzem a perda de água por transpiração e diminuem a incidência luminosa e ainda por pelos glandulosos que segregam substâncias aromáticas para atrair polinizadores.

As flores são claramente simétricas, com dois lábios bem definidos. O lábio inferior, trilobado e de cor branca, é mais comprido que o superior que é bilobado e de cor rosa escuro. As flores encontram-se reunidas em cachos em forma de espiga quadrangular e de floração compacta.

Esta inflorescência apresenta camadas de brácteas densamente cobertas de pelos que lhe dão um aspeto viscoso e um tanto ou quanto brilhante. As brácteas vão-se tornando mais estreitas em direção ao topo e de entre elas  emergem as flores que são muito vistosas.
Na nossa região as Bellardia trixago apresentam as flores quase sempre brancas e rosadas, no entanto esta mesma espécie pode apresentar as flores de cor amarela, daí a provável origem do nome comum flor-de-ouro pelo qual esta planta é conhecida. As plantas desta espécie, quer sejam as de cor amarela quer as de flor branca e rosada apresentam exactamente as mesmas características pelo que a variedade amarela não deve ser confundida com a espécie de aspeto semelhante Parentucellia viscosa que também ocorre em Portugal.

A polinização é feita por insetos ou pelas aves.

O fruto é uma cápsula ovoide, muito peluda e com muitas sementes de forma elíptica.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/
(exceto quando especificado).
Fotos - Arribas da Praia do Caniçal/Lourinhã

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Anagallis arvensis L.


Morrião
Anagallis arvensis L., chamado vulgarmente Morrião, erva-do-garrotilho, morrião-dos-campos, morrão-vermelho, Morrião-vermelho é uma espécie pertencente ao género Anagallis e à família das Primulaceae, grupo botânico que inclui cerca de 1.000 espécies de plantas herbáceas, incluindo muitas espécies ornamentais.
Anagallis arvensis é uma pequena planta infestante de porte rasteiro, herbácea e anual.
A planta ramifica-se desde a base em numerosos caules de seção acentuadamente quadrangular e de hábito prostrado criando raízes na zona em que os nós inferiores tocam no solo.
As folhas são opostas, sem pecíolo, de forma ovada e pontuadas por numerosas glândulas que produzem e segregam substâncias químicas que têm algum grau de toxicidade e que devido ao seu sabor desagradável funcionam como dissuasor alimentar protegendo a planta contra os predadores e os organismos patogénicos. As folhas superiores são mais estreitas que as inferiores. A Anagallis arvensis floresce de fevereiro a outubro.
As pequenas flores, vistosas pelas suas cores e formato, nascem solitárias na axila das folhas sobre pedúnculos de comprimento variável.
Podem ser azuis ou cor de laranja com um anel de cor púrpura no centro correspondente aos 5 estames de filamentos pilosos, com anteras amarelas que saiem da base da corola e chegam até metade da mesma. A corola tem 5 pétalas radialmente simétricas e de forma oval que estão soldadas na base, pelo que caiem juntas.

As 5 sépalas que protegem a corola são persistentes, estreitas e curvas no ápice e são visíveis por entre as pétalas.

Os frutos são pixídios ou seja, cápsulas redondas rodeadas pelas sépalas cuja parte superior se abre como uma tampa quando ficam maduros. O pedúnculo que segura os frutos dobra com o peso e as numerosas sementes castanhas, em forma de pirâmide truncada com tufo de pelos, são expelidas e levadas pelo vento.
Anagallis arvensis é uma espécie com origem mediterrânica e encontra-se um pouco por todo o hemisfério norte. É essencialmente uma planta infestante que se aclimatou bem a vários habitats, essencialmente terrenos incultos ou cultivados, subtraindo espaço e azoto às culturas agrícolas. Em Portugal encontra-se presente em todo o território incluindo as dunas do litoral. Anagallis arvensis é utilizada como planta medicinal principalmente como laxante, diurética e cicatrizante. Devido ao seu grau de toxicidade deve usar-se com parcimónia.


Anagallis arvensis é muito semelhante a outras espécies do género Anagallis que florescem nos mesmos habitats e têm o mesmo período de floração. As diferenças visíveis encontram-se a nível da forma como as folhas se dispõem nos caules e também das flores. Tendo por base de comparação a espécie Anagallis monelli as diferenças básicas são as seguintes:

Anagallis arvensis...
- tem as flores de menor tamanho e as pétalas são denteadas nas margens devido à presença de pelos;
- as sépalas são muito visíveis no intervalo das pétalas;
- as folhas são mais largas.

Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/

(exceto quando especificado).
Fotos - Areia Branca e Caniçal/Lourinhã

Anagallis monelli L.


Morrião-azul


Anagallis monelli é conhecida vulgarmente por morrião azul, morrião perene, morrião das areias, morrião-grande, morrião-dos-xistos ou morrião-de-folha-estreita, conforme as regiões do país. Pertence à família das Primulaceae, grupo botânico que inclui cerca de 1.000 espécies de plantas herbáceas, incluindo muitas espécies ornamentais.
Anagallis monelli é uma planta nativa do mediterrâneo que se distribui por todo o sudoeste europeu. Em Portugal é frequente em todo o país, vivendo em locais secos e descampados, com maior incidência no litoral sendo abundante nas dunas interiores fixas.
Anagallis monelli é uma vivaz de vida curta, lenhosa na base e de porte rasteiro, podendo os seus ramos de hábito prostrado ir de 10 a 40 cm de comprimento. Segundo os compêndios da especialidade as flores de Anagallis monelli podem ser azuis ou cor de laranja ou mesmo brancas no entanto todas as plantas desta espécie que encontrei até à data, tanto nas dunas da Areia Branca como nas arribas da praia do Caniçal, tinham flores azuis.
A floração ocorre de março a outubro e as plantinhas de Anagallis monelli florescem de forma muito abundante formando tapetes azulados e de aspeto calmo e refrescante.
Os caules deitados sobre o solo ou semi-ascendentes são de seção redonda e muito ramificados.

As folhas são estreitas, opostas, sem pecíolo, de forma elíptica, mais ou menos carnudas e sem pelos. Nas folhas superiores surgem verticilos geralmente de 3 folhas ou seja, conjuntos de folhas que partem do mesmo nó e se situam no mesmo plano.
As flores de cor azul forte e brilhante, têm estames de cor púrpura e anteras amarelas.
As flores são pequenas, quase sempre solitárias e nascem nas axilas das folhas superiores, a partir de um pedúnculo curto.
As 5 sépalas que formam o cálice estão divididas desde a base e são mais curtas que a corola.

O tubo é muito curto e as 5 pétalas têm forma oval, ligeiramente encaracoladas nos bordos e são radialmente simétricas.
O fruto é um pixídio, termo que designa um fruto seco e globoso com um tipo de abertura bastante particular em que a parte superior se destaca do restante fruto na maturação, como uma tampa. Como estes frutos estão geralmente pendentes a tampa cai com a força da gravidade, libertando as numerosas sementes.
Anagallis monelli possui propriedades antifúngicas, antivirais, cicatrizantes, sedantes, expetorantes, ligeiramente diuréticas e sudoríficas. Aproveita-se toda a planta, no entanto só deverá ser usada externamente pois a planta é tóxica.
Nestes mesmos locais floresce na mesma época uma outra espécie do mesmo género que é muito semelhante à Anagallis monelli, mas há que ter muita atenção para não as confundir. Refiro-me à Anagallis arvensis que descreverei no meu próximo post.
Tendo por base de comparação a espécie Anagallis arvensis as diferenças básicas são as seguintes:
Anagallis monelli:
- tem as flores de maior tamanho, de margens lisas e encurvadas;
- as sépalas não são visíveis por entre as pétalas da corola;
- as folhas são mais estreitas

Sobre as sinonímias …


Cada planta tem vários nomes comuns os quais variam conforme as regiões. No entanto para pode haver uniformidade a nível mundial optou-se por estabelecer um nome científico em latim do qual consta, na sua forma mais simplificada, o género botânico ao qual pertence a planta e ainda a espécie da mesma. Assim o nome científico de uma planta é o mesmo em qualquer parte do mundo, independentemente da língua de cada país, não havendo lugar a confusões na sua identificação. Apesar de tudo, acontece que por vezes uma planta apresenta vários nomes científicos que mais não são que duplicações no registo das espécies. Nestes casos o nome científico principal é o que se refere à primeira classificação das espécies; os restantes vigoram como sinónimos, havendo registos que relacionam uns nomes com os outros, nesta conformidade.
Sinonímias de Anagallis monelli:
Anagallis hispanica Samp.
Anagallis linifolia L. subsp. linifolia
Anagallis linifolia L. var. collina (Schousb.) Ball
Anagallis linifolia L. var. eulinifolia R. Knuth, nom. inval.
Anagallis linifolia L. var. microphylla Ball.
Anagallis linifolia L. var. monelli (L.) R. Knuth
Anagallis linifolia L. var. trojana P. Cout.
Anagallis monelli L. subsp. maritima (Mariz) M. Laínz
Anagallis monelli L. var. linifolia (L.) Lange
Anagallis monelli L. var. maritima (Mariz) Samp.
Anagallis monelli L. var. microphylla (Ball) Vasc.
Anagallis monelli L. raça collina (Schousb.) Samp.


Texto e fotos de:
Fernanda Delgado do Nascimento  http://floresdoareal.blogspot.pt/
(exceto quando especificado).

Fotos - Areia Branca e Caniçal/Lourinhã

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Brassica nigra (L.) W. D. J. Koch in Röhl. Syn. Sinapis nigra

Mostarda-negra

A Brassica nigra é uma planta herbácea, anual, pertencente ao género Brassica e à família botânica das Brassicaceae. Este grupo inclui numerosas espécies de interesse económico para a espécie humana, como alimento ou condimento culinário, como por exemplo as couves (entre elas os brócolos, as couves-flor e as couves-de-Bruxelas), os nabos, os rabanetes e as mostardas.
Brassica nigra é uma das várias espécies cujas sementes depois de trituradas e misturadas com água, vinagre e outros líquidos, se transformam no condimento conhecido como mostarda, muito apreciado em culinária e um dos mais divulgados no Ocidente.

As folhas jovens também podem ser utilizadas, sendo cortadas finamente e acrescentadas a saladas ou cozinhadas como um legume verde. As sementes de mostarda são usadas em molhos, caris, refogados e molhos de salada. A mostarda, quando em pequenas doses, estimula a digestão mas também tem outras propriedades terapêuticas e desde longa data tem sido utilizada em medicina alternativa como analgésico, antisséptico, diurético e expetorante, no tratamento de várias doenças como a bronquite, pneumonia, reumatismo e outras.
Nenhuma das espécies de mostarda é tóxica ou venenosa, no entanto devem ser utilizadas ou consumidas com bastante moderação, uma vez que possuem alguns óleos irritantes. O uso excessivo de plantas cruas desta família pode interferir na função tiroide.

A Brassica nigra é de todas as espécies de mostardas a que tem um sabor mais forte pelo que já não é tão cultivada com o era em tempos idos, tendo dado lugar a outras espécies de sabor mais suave. Hoje em dia a Brassica nigra cresce de forma espontânea, abundante e desordenada em ruínas, campos abandonados, margens de caminhos e campos cultivados. Tal como as outras mostardas a Brassica nigra produz químicos que impedem a germinação das plantas nativas aumentando assim, progressivamente, o seu raio de ação como erva daninha.
É frequente um pouco por todo o nosso país e está largamente distribuída pela Europa central e setentrional assim como norte de África e oeste da Ásia.
Em Portugal floresce de abril a junho.

A Brassica nigra forma arbustos pouco compactos crescendo de 50 cm a 1,20 m de altura. Os caules sao eretos e herbáceos, na sua maioria paralelos ao ramo principal, ramificados desde a base e com ramos alternados.
As raízes são muito divididas, curtas, finas e brancas.

As folhas são ásperas, com margens dentadas sem pelos ou com pelos dispersos, muito rígidos e quase picantes. As folhas basais crescem em roseta e têm o limbo dividido até à nervura mediana.

As folhas caulinares são alternas, inteiras e com formato oblongo.


As flores possuem ao mesmo tempo órgãos reprodutores femininos e masculinos e dispõem-se em corimbos, ou seja, reúnem-se em cachos de 40 a 60 pequenas flores.
Cada uma das pequenas flores tem 4  pétalas amarelas dispostas em forma de cruz, com sépalas alternadas entre elas e 6 estames, com nectarios entre eles, sendo 4 mais compridos. Os pecicelos das flores têm comprimento desigual mas todas elas estão situadas mais ou menos no mesmo plano, formando conjuntos semelhantes a pequenos guardas-chuva.
Por serem muito pequenas as flores optaram por se juntarem como melhor forma de atrair os insetos, isto é, cada flor por si só passaria despercebida devido ao seu tamanho insignificante, no entanto colocando-se em grupos a mancha de cor torna-se mais visível e consequentemente mais atrativa para os polinizadores.

Os frutos sao silíquas, isto é, são frutos secos formados por duas valvas mais compridas que largas e que abrem ao meio de forma natural para deixar cair as sementes. São longos e finos, quase cilíndricos e semelhantes a vagens, divididos interiormente por uma membrana e terminando exteriormente num bico comprido. São de cor castanha-escura ou avermelhada, dependendo das plantas.
As sementes globosas e muito escuras estão acomodadas dentro das valvas, em pequenas cavidades, de um e outro lado da membrana interior.
Fotos - Arribas da Praia do Caniçal